Aqueles garotos…


Aos meninos-garotos que tiveram a chance de passar pela minha vida, se me permitem, eu faço uma retrospectiva pessoal:

Eu tinha 13 anos quando eu me apaixonei pela primeira vez. E se eu fechar os olhos e me esforçar um pouquinho eu ainda sou capaz de me lembrar daquele sorriso de  11 anos de idade; do cabelo preto  cogumelo, da pele clarinha e 150cm de altura. João era o nome dele e ele nunca deu bola pra mim. A gente nunca se beijou, nem sequer trocou mais do que 5 minutos de conversa durante toda a nossa existência. Os anos se passaram e meninos pra mim eram como meninas de cabelo curto e brutas… e foi ai que eu passei a não ver a diferença entre os gêneros e até hoje eu continuo usando a mesma regra. ‘Amor’ a gente não escolhe, deixa acontecer.

Eu me lembro que depois disso, eu finalmente tive o meu primeiro beijo, mas engraçado que eu não lembro quem foi, na verdade eu nunca soube. Estava escuro e foi só um beijo e nada mais do que uma brincadeira idiota de crianças da minha idade.

Alguns anos depois eu estaria cursando o Segundo Grau e ali nada parecia fazer muito sentido, ninguém eram conhecido pelo próprio nome, mas sim pelo seu nickname/user ID , quanto mais conhecido na rede você fosse mais status quo no mundo real você tinha, mesmo evitando aparições em publico. Porque no Segundo Grau todo mundo pretende ser o que não é. E foi mais ou menos assim que eu cai de pára-quedas nos braços da menina mais gata que eu já conheci. Ela tinha o cabelo verde, andava de Sk8 assim como eu… e nessa época eu usava cabelo roxo! Até hoje eu não sei o nome verdadeiro dela, só sei que se chamada ‘Xis’ e que Brasília inteira conhecia ela… Aquilo foi mais quente que o fogo, de longe o melhor beijo que já tinha experimentado; e do mesmo jeito que ela entrou na minha vida ela saiu sem esperar ou avisar. Deixou saudades…

Depois disso eu conheci um garoto que aparentemente gostava das mesmas coisas que eu: RPG, poesia, musica e filmes eram a nossa vida… O nome dele era Rodrigo e até cartinha de “você quer namorar comigo?” eu recebi, cheguei até a conhecer a família dele e tudo o mais. Romântico, mas eu nunca achei que fossemos durar para sempre; mesmo assim eu tentei. Sem sucesso, obvio. Afinal quando se tem 15 anos de idade não é de se esperar que se encontre de verdade um amor pra vida inteira (não no século 20). Durante o Segundo Ano do Segundo Grau meu cabelo variava a cada semana do laranja ao vermelho eu foi ai que eu repeti de ano por faltas, porque eu estava mais preocupada com a distribuição do meu Jornal (o Plagio) pelas outras escolas e Centros Culturais e com a minha popularidade do que com qualquer outra coisa e daí o namoro acabou, simples assim: ele foi pro Terceiro de manha e eu refiz o Segundo de tarde… No tears, no drama a vida tinha que continuar!

Daí eu conheci o Mario que tinha cabelo cor de fogo, sardas e olhos claros. Ele gostava de praia, de natureza, de verde até demais e meses depois o nosso namoro acabou por conta dos nossos pais que, achavam que a gente estava tendo ‘problemas’ com drogas… Pfff hello o século 21 já tinha chegado, mais não para os nossos pais… Um tempo depois meu cabelo já não era tão colorido, e esse argumento funcionou la em casa. Com isso o castigo teve fim, assim como o namoro e a metade da minha primeira adolescência… Eu terminei o Segundo e o Terceiro Ano bem antes de todo mundo. Eu prestei vestibular pra 3 Faculdades e passei nas 3 e isso cursando ainda a metade do ultimo ano Colegial! Daí como eu já estava cansada daquela mesma ‘garotada’ eu fiz a tal “Prova de Avanços Excepcionais de Estudos” e conclui o Ensino Médio junto os meus amigos que entraram comigo em ’98, lógico que eu aproveitei a vida do meu jeito muito mais do que a maior parte deles. Gênio eu?! Nhannn bobagem… só talvez um pouco mais inteligente que a média que eu freqüentava.  E com essa minha tal ‘inteligência’ eu achei que podia conciliar dois affairs ao mesmo tempo, Diego D. e Renato. Até que eu consegui, mas por um curto período; o que lógico acabou em briga no pátio da escola! Desse dia em diante eu decidi que nenhum dos dois me merecia, e o ponto final se deu pelas ações de ambas as partes… inclusive pela minha estupidez em pensar mesmo que aquilo ali iria mesmo funcionar de algum modo.

Era 2000 aquele ano e, eu conheci o Patrick que depois de se decidir entre eu e uma amiga minha acabou por pedir a mim em namoro e não a ela. Pra minha sorte a nossa amizade continuou a mesma e o namoro não durou mais do que 1 ano e qualquer coisa. Universidades diferentes, planos de vida e ambições totalmente distintas. Fim. Foi ai que eu conheci o Aluizio que era amigo da Sara que quase foi alguma coisa desse tal Patrick enquanto a gente ainda estava junto. Complicada essa historia?! Não, imagina! Mas eu cheguei na frente descobri a “quase historia toda” antes que o esperto se desse conta. E no final disso tudo eu fiz uma nova amizade e ainda de quebra evitei de levar um chifre bem dado, porque eu merecia, visto que eu sempre fui um porre como namorada, desde de sempre e pra qualquer um! Mas o mundo é dos espertos e eu sempre tive bom faro.

Eu namorei o Aluizio por alguns bons 2 anos, era inicio de faculdade quando tudo acabou. E acabou por N motivos… apesar de ambos freqüentarmos o curso de Comunicação estávamos fadados a rivalidade, nossas habilitações eram diferentes o que no futuro geraria muitas brigas na certa! Jamais Publicitários gostaram de Jornalistas e vice-versa, a rixa é clara e declarada e em tempos de faculdade status é tudo o que conta, muito mais importante ainda que era no Segundo Grau e ele cansado do meu ciúmes fez o que era certo fazer, me deixou sem meias palavras. Eu chorei.

Depois disso com o passar daquela dorzinha chata nada era mais justo e certo do que eu me jogar no curso e literalmente! E foi assim que eu conheci o Diego T, com ele não foi paixão a primeira vista, mas vai ser amor pra vida inteira… A gente ficou junto por quase que a faculdade toda, ele era meu calouro e a gente viveu junto o lado doce e amargo de se gostar de verdade de alguém. Fomos grudados mais do que 5 dias por semana, e muito mais do que 12h… Eu adotei a familia dele como sendo minha e até hoje funciona assim. A gente aprendeu muita coisa um com o outro e até ensinou o que não sabia fazer direito e com isso eu não preciso entrar em detalhes que vivi coisas que jamais vou esquecer. A gente falava em se casar e até adotamos um gatinho branco e peludo pra chamar de ‘filho’ e fazer a nossa fantasia completa. Tudo isso foi bom enquanto durou, enquanto não começaram as brigas bobas e infantis a toda hora e a cada instante. Era já final de faculdade e eu me encontrava numa fase em que precisava de algo mais…

Finalmente a faculdade tinha chegado ao fim e era hora de voar mais alto; foi ai que eu vi que por alguma razão a minha felicidade não estava mais ali ao lado dele naquele momento. Eu pulei fora do barco como um rato assustado, eu tentei fugir da minha própria vida e eu quase surtei pela primeira vez… Eu fui covarde quando eu fugi da vida dele também e sem nem explicar pra ele o que estava acontecendo. E não, eu NÃO me orgulho disso, eu não me orgulho em não ter feito bom uso das palavras quando o que eu estava apta a fazer com louros era ‘Comunicar’… E foi assim que eu joguei no lixo sem pensar duas vezes maravilhosos quase quatro anos correndo o risco de jamais recuperar-los de volta.

Eu começava a ter planos maiores pra minha vida pessoal, pra minha carreira que tinha apenas começado no Fashion Business e eu estava em vertical ascensão, sozinha e muito bem obrigada. E foi ai que um fotografo apareceu na minha vida pra bagunçar o coreto…. Com o Vitor eu tive do bom e do melhor e o céu e o inferno vieram embrulhados pra presente num mesmo pacote. Com ele eu tive até hoje o meu relacionamento mais inconseqüente e precoce de todos os tempos! Foi novidade e isso foi bom, assim como lógico, tiveram outras coisas boas em meio a tantos contras… Desde o inicio ele sabia que em menos de 5 meses de relacionamento eu estaria de mudança pra outro continente e acho que foi por isso que ambos vivemos como se não tivesse amanha, porque eu não podia perder nenhuma oportunidade, já que eu pensava que depois do dia 27 de Abril de 2008 eu jamais saberia se o veria novamente. Meus planos não iriam mudar, eu tinha minhas prioridades, eu estava indo pra Bélgica com visto na mao e passagens já compradas e acreditem, eu quase desisti…

Pra minha sorte eu tive amigos que não me deixaram abrir mao do meu futuro por um relacionamento que sabia la Deus como seria dali em diante. Eu fui, ele ficou no Brasil e nos tentamos manter um namoro a distancia. Até que funcionou bem, mas meses depois ele largou tudo no Brasil e se mudou pra Itália, era algo que ele também queria só faltava digamos ‘motivos’ e com isso eu disse SIM e me tornei o que não planejava pra mim tão cedo: “uma mulher casada”… Eu sai da Bélgica e fui passar férias em Paris antes de reencontrá-lo em Milão 4 meses depois da ultima vez que tínhamos nos visto. O primeiro ano morando junto foi festa. Tudo era lindo, tudo era novo, tudo eram flores. Eu me encaixei no mercado de moda Italiano até muito mais rápido do que esperava, e eu fiz até assistência fotográfica pro meu ‘marido’ e por X fatores as brigas começaram. Eu estava aprendendo o quão podre esse ramo poderia chegar a ser, e foi ai que eu surtei… sozinha e sem o apoio dele integral e literalmente falando. A gente se arrastou junto por mais um tempo, mas na verdade eu já estava sozinha e quase morrendo há meses atrás eu só não me dava conta. E foi assim que sendo super conveniente ele abandonou a louca de volta na casa dos pais e dessa forma que a nossa historia maluca terminou: com um email dizendo não te quero mais. Acabou 5 dias antes de eu fazer 26y.o e sem nem mesmo eu saber direito o que estava acontecendo já que muito bem das idéias eu não estava naquele momento; e definitivamente nada parecia fazer sentido… Eu voltei pro Brasil e eu nem me dei conta disso, eu fiquei poucos dias internada até que eu deu a volta por cima e a tempo de sair pra balada e curtir o meu aniversario com amigos. Até hoje eu não sei como eu consegui visto o estado que estava e com somente 40kg, mas eu festejei a noite inteira e eu fui pra 2 festas diferentes com grupos de amigos bem diferentes também. Ok, culpados pelo o que aconteceu eu não tenho, na verdade talvez a única culpada tenha sido somente eu que coloquei pela primeira e ultima vez alguém acima de mim. Mas é errando que se aprende e vamos que vamos!

Eu passei alguns maus bocados vivendo obrigada a minha solteirice forçada e foi ai que alguém mais surtado do que eu apareceu na minha vida, quer dizer ele já estava presente eu só que não levava muito a sério as brincadeira que vira e mexe aconteciam… Eu tive o que eu não sei explicar com o Dudu, grande amigo e ótimo profissional (sim, minha obsessão por ‘fotógrafos’ ainda se fazia bastante presente…) mas a gente foi esperto e aproveitou só o lado bom da brincadeira, sem se apegar ou tentar matar um ao outro. Não chegamos a namorar, longe disso, mas éramos muito mais do que só amigos coloridos e foi assim por um bom tempo até mesmo a distancia… 45dias depois eu voltei pra Itália, sozinha e decidida a permanecer onde eu aprendi a chamar de lar, onde eu conheci mais de mim mesma tirando forças de sei la onde pra continuar.  E eu venci, fui e continuo sendo muito feliz aqui, onde estou agora.

Depois do Dudu, estando eu onde desejava estar e de volta totalmente a minha sanidade e a minha cidade de coração, Milano, eu decidi fazer do meu trabalho o meu melhor ‘amante’ e vivi assim solteira, linda e super realizada por bons 7 meses e até hoje isso me soa engraçado… visto que eu sempre tinha sido muito dependente em sempre ter que estar dentro de um relacionamento. Sim, essa estava sendo a primeira vez de verdade que eu estava respirando por conta própria, que eu estava me curtindo sem ter que me dedicar a ninguém além de mim mesma; e isso foi maravilhoso enquanto durou!

Mas a natureza é clara e toda solidão tem um prazo de validade e, naquele momento, o meu já estava expirado… Tic Tac, tic tac, o relógio gritava “você precisa de alguém, nem que seja por um final de semana” e foi ai que eu tive uma outra brilhante idéia. A de convencer alguém em ser o meu ‘Sweet November’… porque eu ainda estava muito livre para me apegar de verdade a alguém e outra, não queria magoar ninguém nem muito menos me magoar sobretudo. Ou seja, ninguém melhor do que um super amigo pra me entender e não me cobrar nada depois. Aquilo foi sexo por sexo, junto com muita diversão e boas risadas. Sim o Benoit foi o que tinha que ser e esta de parabéns por isso. Nossa amizade até hoje continua forte como sempre foi e a forma como nos conhecemos foi um tanto inusitada eu diria; visto que nos éramos hiper amigos virtuais e assim estivemos por anos até finalmente nos conhecermos em carne e osso, literalmente falando durante as 72horas que passamos ‘juntos’.

Daí teve o Diego T (de novo – aquele meu querido ex-namorado…) E essa foi a primeira vez que eu me permiti curtir um ‘flashback’ sem culpa e quer saber, não me arrependo nem um pouco! Fomos namoradinhos de novo por todos os dias que estivemos juntos num passado próximo. Revivemos boas lembranças de tudo aquilo que já tínhamos vivido uma vez, compartilhamos coisas novas e aprendemos muito mais um sobre o outro do que jamais poderíamos imaginar! Todos esses anos afastados, todas as mudanças pelo qual passamos… éramos os mesmos, mas ao mesmo tempo éramos diferentes e isso foi mágico de uma forma única, penso. E é por essas e outras que eu vou guardar ele com grande carinho no meu coração pra sempre. Hoje em dia somos como pão e manteiga, amigos inseparáveis e pra vida inteira. Quem diria que isso pudesse mesmo acontecer depois de tudo o que eu o fiz passar, das poucas e boas que aprontei… Ainda bem que perdão existe, ainda bem que soubemos esquecer o passado e aproveitar o presente!

Daí um tempo depois, graças as minhas infinitas horas de ócio construtivo conectada ao mundo do WWW, eu pude conhecer alguém que se denominava como “aquele garoto”. Britânico, super entusiasmado, advogado, um ano mais novo do que eu, apaixonado por musica boa e tão ‘geek’ quanto eu… Definitivamente alguém que eu não escolheria de livre e espontânea vontade, mas que o destinou conspirou para que eu pudesse vir a conhecer.

Sabe o que foi o mais engraçado disso tudo?! E essa eu acho que nem ele sabe direito até hoje, mas a verdade é que eu me apaixonei de uma tal maneira antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente! Era aquela voz, com aquele sotaque pausado e aquele jeito especial em me surpreender com emails e recados todo santo dia, cheio de palavras doces e novas ao meu vocabulário… Era aquela forma de pensar, aquela liberdade e todo o desafio de fazer dar certo algo vivendo em países diferentes, tendo culturas distintas e manias particulares que me encantavam dia após dia… E foi assim que tudo começou de verdade e pra valer. Era uma sexta-feira a noite, de Janeiro passado. O dia 21 ficou pra historia como o dia em que nos vimos frente a frente pela primeira vez respirando o mesmo ar e já se beijando e tudo o mais depois de pouco menos de 1 mês trocando massivamente fotos, emails, conversas e planos…

Aquele final de semana em Londres com o Greg foi perfeito e com gostinho de quero mais, mas eu sai de la com a incerteza do que seria dali pra frente. Eu não estava pronta pra sofrer, eu não queria me iludir, eu sabia que eu não podia me apegar, mas o coração é burro e mesmo assim deixou isso acontecer… Ele também vinha de um passado um pouco pesante assim como o meu e tudo aquilo ali pra ele também parecia muito. A gente continuou se falando e 19 dias depois, no Valentine’s Day nos estávamos de novo juntos e juntos de verdade dali pra frente. Sim, nos nos tornamos namorados,  eu estava feliz, completamente cega e lógico que eu ignorei todos os contras de um namoro a distancia e disse SIM sem hesitar. Eu saltei dentro dessa e eu me joguei sem pára-quedas, pra variar! Imaginar é fácil, planejar e tentar seguir com o plano é que é o complicado… Nosso namoro teve uma grande lacuna, ficamos um bom tempo sem poder nos ver, coisas do nosso trabalho que não merecem muito destaque. Sim, ele assim como eu, sempre colocaria o trabalho em primeiro lugar, o que é totalmente sensato. E com isso foram 3 meses sem nenhum contato físico. Depois disso nos reencontramos em Maio e isso foi um pouco ‘estranho’… Estávamos perto, mas continuávamos longe, havia uma certa ‘tensão’ no ar e a falta de um dialogo claro gerou mais estragos do que poderia trazer em benefícios para ambos. Ficamos juntos 5 dias e isso não foi suficiente pra encarar outros 2 meses de distancia pela frente. Mas vai explicar isso pro coração que insiste em não concordar com a razão, que insiste em não entender a diferença entre partir e ficar… Naquele momento acho que por mais que quiséssemos não tivemos a coragem necessária para pedir um break e ver no que poderia dar… Well, ao invés disso eu e o Greg optamos pelo silencio, o que foi mais cômodo em meio a algumas duvidas e tantos pensamentos não ditos…

E foi assim, ficando sozinha a esperar o retorno do meu namorado, que eu deixei  levar por engano por um garoto chamado Alessandro, ou simplesmente Ale; que invadiu a minha vida como um uma brisa refrescante de começo de verão. Estudante de Direito, 22 anos, branco como a neve, cabelo preto, olhos verdes quase transparentes, um jeito engraçado de falar, Italiano de Milão, super moderninho e completamente surtado. Resumindo, um prato cheio pra uma carente e faminta por novidade como eu naquele momento. Não posso dizer que estivemos ‘juntos de verdade’ porque com ele cada novo dia era uma incerteza. Da minha parte, eu que não sabia o quão avante iria prosseguir com aquela situação; da parte dele  o discurso de ser mais jovem do que eu, e do meu lado o fato de não quer me envolver de verdade com alguém que não estava nem ai por estabilidade. Ou seja, éramos incompatíveis ao extremo, mas existia um feeling tremendo e isso foi um estopim assustador.

Eu não fui fiel ao meu namorado, mas eu fui leal porque eu informei todo novo passo que dei. Eu tentei evitar, eu juro que tentei, mas não consegui em meio a tantas brigas com meu namorado que estava ainda longe, mas já prestes a retornar… Não era novidade nenhuma que eu também não estava passando por um período muito fácil, nada ia bem na minha vida, eu vivia a filosofia do ‘hoje’ já estava tendo minhas crises de novo e sabendo o quanto sou imprevisível eu temia pelo amanha que poderia não chegar. Mais uma vez não estava sendo simples pra mim estar sozinha e levar isso avante… E digamos que o Ale foi um mal que veio para bem no final das contas, pois ele esteve ali pra mim quando eu precisei de um corpo do meu lado, de alguém perto pra me fazer sorrir e além disso fez o Greg conhecer um pedaço de mim que eu não tinha a real consciência que realmente existia… Eu o fiz sofrer muito e sem intenção, porque eu só estava sendo egoísta. Fato é que a gente quase terminou, mas dessa vez fomos maduros o suficiente pra colocar todas as cartas na mesa e conversar abertamente sobre o que estávamos buscando um no outro. Pra nossa sorte, decidimos em continuar, mas dessa vez da maneira clara com nosso relacionamento se tornando cada vez mais solido. Começamos a planejar uma coisa chamada ‘futuro’. Ele aprendeu muito mais sobre mim do que eu jamais poderia ter ensinado ao longo dos anos de convivência que ainda hão de existir entre nos. Eu vi um lado dele que eu não sabia existir, eu finalmente percebi o amor que ele tem por mim e isso me fez re-apaixonar me pela pessoa incrível que ele é quando quer ser.

Nem consigo acreditar que daqui a pouco já vai fazer um ano que eu comecei a falar com ele. Verdade é que eu ainda pretendo ter o Greg na minha vida por muito e muito tempo e eu digo isso sem nenhum problema, garantia ou duvida. Acho que o que tem que ser, simplesmente será; e a gente segue fazendo cada um a nossa parte.

Eu ainda não me convenci sobre amores de novela, ainda prefiro manter distancia segura de altares e igrejas. Eu continuo optando por não acreditar muito em contos de fadas, mas eu arrisco dizer que dessa vez um legitimo príncipe eu encontrei, só falta o cavalo branco… E se eu vou ser mesmo a princesa dos sonhos dele indo morar feliz num castelo no alto da montanha encantada eu ainda não sei; mas que eu vou me esforçar pra fazer isso dar certo, ah isso sim e com certeza, porque ao longo desses 12 anos de sorrisos e derrotas, vencendo entre mortos e feridos eu arrisco dizer que eu já cansei de experimentar mercadorias por ai.

Eu aprendi que homem não é tudo igual, que eu não sou a mesma pra todos eles… Nessa mais de uma década aprendendo a conviver em harmonia com essa raça completamente oposta e indecifrável eu me superei e surpreendi muita gente também; eu aprendi muito e sobretudo quanto a mim mesma, com a minha forma de pensar e de agir. As vezes eu olho pra trás e não me reconheço assim como tantas outras vezes eu me pego repetindo as mesmas velhas atitudes…

Eh, definitivamente eu aprendi muito mais do que poderia descrever com palavras, eu passei a gostar de pessoas, eu transformei isso em objeto de estudo, eu apliquei muito mais das minhas teorias furadas sem pé nem cabeça e consegui sempre muito mais do que imaginaria ter e hoje eu digo: Relacionamento amoroso sem interesse esta fadado a 1) acabar em amizade ou 2) acabar em tragédia ou morte (entenda isso como bem quiser).

Fato é que relacionamento duradouro precisa de ter interesse, e amor só funciona quando há real esforço de ambas as partes. Dito e feito sem mais delongas, simples assim.
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NOTA: Depois de todas essas minhas palavras que podem não servir pra nada, além do fato de testar a minha boa memória, eu só espero não arrumar confusão com nenhum dos citados acima. Afinal não é nenhuma mentira o que esta escrito, eu sei que não devo nada sobre o meu passado, não temo o meu futuro. Então se você faz parte dos referidos acima, meus parabéns! Agora relaxe e sorria porque você fez parte da minha historia…

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